Conversas ao acaso

Quando não se sabe o que se quer… (08FEV17)

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Andei pensando nisso nos últimos dias, parte por conta de minhas próprias inquietudes e, naturalmente, em parte inspiradas por minhas últimas conversas ao acaso.

Quando a gente não sabe o que quer, deixa obras inacabadas, e às vezes elas entram em ruínas dentro da gente… Será que era isso que eu tinha na cabeça quando fiz essa fotografia no domingo?

Não sei, mas hoje me senti com vontade de dar conselhos a minhas orientandas e orientandos, a quem  vou encontrar em algumas horas. Um conselho de início de ano letivo: pensar um pouco no que você quer. E o conselho saiu na forma de crônica, (ainda que meu crítico interno fique me sussurrando aqui: se conselho fosse bom….).

Exemplo das consequências problemáticas da falta de clareza em saber o que você quer: sua orientadora – orientador – acha que você tem o maior compromisso com o tal tema, investe tempo e energia conversando com você, te ajudando a achar bibliografia, e passa a esperar que ao final de algum tempo você produza algum resultado.  Mas vai que na verdade o que você mais aprecia é a atenção da orientadora, ou orientador, e no fundo não tem se dedicado tanto assim a pensar no tal tema, no argumento, etc…, etc…

Não saber direito o que queremos não nos torna automaticamente más pessoas, mas pode gerar conflitos e angústias complicadas em nossas vidas, e, principalmente, nas relações com as pessoas que mais amamos. Talvez esta seja uma das razões porque ferimos mais a quem mais amamos. Às vezes até mesmo nos afastamos de pessoas queridas por medo de feri-las ainda mais. Tudo porque, em nossos estados de dúvida e indefinição, tendemos a querer conversar mais, interagir mais – como forma de fuga, distração, ou meio de criar a ilusão de que estamos de fato fazendo algo – e criar mais expectativas nas pessoas que convivem mais conosco.
É assim que orientadoras e orientadores, namoradas e namorados, esposas e maridos, amigas e amigos se tornam os primeiros a se decepcionarem, a se sentirem abandonados ou enganados, quando você se envolve com um trabalho criativo – seja a pesquisa, o projeto, ou qualquer outro empreendimento criativo. O entusiasmo pelo envolvimento com algo novo, misturado à indefinição de onde você pretende chegar, são realmente uma combinação explosiva para seus relacionamentos.
E porque estou falando tanto de relacionamentos, hoje?
Porque, em meu trabalho como orientadora, coordenadora de projetos e coach, observo a grande frequência com que uma novidade no trabalho introduz uma grande tensão  na rede de relacionamentos pessoais. Frequentemente um dos lados é muito prejudicado: a pessoa abandona o mestrado ou o doutorado, ou o executa de modo medíocre e fica frustrada; ou a relação com a orientadora ou orientador torna-se difícil e problemática; ou a pessoa entra em uma crise complicada, ou até mesmo rompe o namoro ou casamento, o que é sempre um processo doloroso;
Por fim, e nos casos mais simples, a pessoa escolhe, como modo de sobrevivência, fazer tudo em um nível mais superficial: um relacionamento que segue os padrões mais clássicos das regras sociais, um trabalho que usa as referências mais genéricas, uma vida um pouco morna…
Construí um quadro um pouco sombrio em torno deste indivíduo que não sabe direito o que quer. Agora me sinto na obrigação de resgatar esta pobre pessoa de tal estado de indefinição, dando a ela não só algum sentido para seu trabalho criativo, mas também redimindo-a por não saber, como todos nós, exatamente tudo o que ela quer.
Primeiro, alguma certeza. Ao contrário do que muita gente imagina, pessoas envolvidas a sério com o trabalho criativo – como a escrita (que tem sido mais o meu caso),o projeto de arquitetura, a composição musical, a criação de uma empresa, etc. –  são muito metódicas e disciplinadas. Elas mantém certas rotinas quase como uma religião, têm muita dificuldade em romper certos hábitos e não se deixam distrair facilmente pelas novidades e aspectos sedutores da vida mundana. Muitas têm alguns hábitos repetitivos que são até engraçados – comer sempre a mesma coisa, sentar sempre no mesmo lugar no restaurantes, tomar o café no mesmo lugar no mesmo horário todo dia –  mas na verdade são estratégias de economia de energia para poderem focalizar naquilo que desejam – desenvolver seus trabalhos. Quem me conhece na vida social pode se surpreender, mas a verdade é que minhas rotinas e meus hábitos repetitivos são tão parte de mim que já são piada entre meus filhos e minha família!
O principal hábito repetitivo no trabalho criativo, entretanto, é querer a mesma coisa todo dia: terminar o projeto em que se está trabalhando. Visualizar, imaginar, refletir, desdobrar de todos os ângulos – todo dia – a imagem final do trabalho. Buscar chegar lá, naquele ponto em que você deseja levar o trabalho, todo santo dia. É um hábito que cria intimidade consigo mesma, ou consigo mesmo, e te deixa menos vulnerável às distrações da vida quotidiana. Não que você não possa entregar-se a elas, pode, é mesmo inevitável, mas sua bússola interna, sua agulha imantada, sempre volta para o mesmo ponto: seu trabalho criativo, sua pesquisa, seu texto.
Ou seja, saber o que você quer não é uma conclusão a que você vai chegar hoje. Saber o que se quer é mais um senso direção, uma bússola apontando para o Norte do trabalho, do que uma visão claríssima, cristalina, de todos os detalhes do trabalho pronto. Isso você só vai saber quando acabá-lo. Saber o que você quer é o resultado do hábito de refletir sobre esse assunto, trabalhar sobre esse assunto e, sim, conversar com suas interlocutoras e interlocutores sobre esse assunto. Nesse caso as conversas deixam de ser uma distração, ou um jogo passageiro – tão humanamente compreeensível – de sedução. As conversas tornam-se meios de exploração de seu universo pessoal. No melhor dos mundos, para todos os envolvidos na conversa. Minha página de conversas ao acaso surgiu dessas experiências, e de meu desejo de que elas possam ser inspiradoras pra mais gente. Quem sabe?
Em síntese, para você saber com mais clareza o que você quer, comece definindo uma direção geral – um tema geral, um campo geral de atuação, uma autora ou autor, referências de projeto, referências de pesquisa. Procure ao menos pensar nisso todos os dias.
Esperamos que nosso indivíduo, que no início do texto parecia tão sem rumo, agora sinta a motivação de seguir, em seu trabalho criativo, uma direção mais clara.
Mas é claro que esta pessoa, que agora vemos com alívio, estabeleceu aproximadamente uma direção para seu projeto, resuma seus dias a isto e, portanto, tenha resolvido todos os seus problemas e daqui por diante sempre saiba o que quer. Isso mataria sua criatividade! Tremo só em pensar nesta ideia….
Ninguém merece um destino tão simplificado. Desejo a esta pessoa hipotética, que em minha imaginação até criou alguns contornos nítidos, uma vida plena de coisas por descobrir, de desejos indefinidos, que possam povoar seu mundo, suas experiências, e dar-lhe alimento para construir seu trabalho criativo!  Por esta razão, termino esta crônica de inquietude projetual com o poema de Ferreira Gullar que esteve rondando minha cabeça, sem que no princípio eu soubesse, desde que eu sentei para trabalhar hoje.

Metade

Ferreira Gullar

Que a força do medo que eu tenho,
não me impeça de ver o que anseio.

Que a morte de tudo o que acredito
não me tape os ouvidos e a boca.

Porque metade de mim é o que eu grito,
mas a outra metade é silêncio…

Que a música que eu ouço ao longe,
seja linda, ainda que triste…

Que a mulher que eu amo
seja para sempre amada
mesmo que distante.

Porque metade de mim é partida,
mas a outra metade é saudade.

Que as palavras que eu falo
não sejam ouvidas como prece
e nem repetidas com fervor,
apenas respeitadas,
como a única coisa que resta
a um homem inundado de sentimentos.

Porque metade de mim é o que ouço,
mas a outra metade é o que calo.

Que essa minha vontade de ir embora
se transforme na calma e na paz
que eu mereço.

E que essa tensão
que me corrói por dentro
seja um dia recompensada.

Porque metade de mim é o que eu penso,
mas a outra metade é um vulcão.

Que o medo da solidão se afaste
e que o convívio comigo mesmo
se torne ao menos suportável.

Que o espelho reflita em meu rosto,
um doce sorriso,
que me lembro ter dado na infância.

Porque metade de mim
é a lembrança do que fui,
a outra metade eu não sei.

Que não seja preciso
mais do que uma simples alegria
para me fazer aquietar o espírito.

E que o teu silêncio
me fale cada vez mais.

Porque metade de mim
é abrigo, mas a outra metade é cansaço.

Que a arte nos aponte uma resposta,
mesmo que ela não saiba.

E que ninguém a tente complicar
porque é preciso simplicidade
para fazê-la florescer.

Porque metade de mim é platéia
e a outra metade é canção.

E que a minha loucura seja perdoada.

Porque metade de mim é amor,
e a outra metade…
também

(Fonte: http://www.recantodasletras.com.br/poesiasdeamor/2837467)

 

Porque não pratico meu inglês… (02 de Fevereiro de 2017)

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Eu havia me prometido retomar as conversas ao acaso em Janeiro, mas confesso que as mantive só no plano das ideias… Como hoje retomei, disciplinadamente, os posts diários com nossas tarefas de escrita, também me inspirei a escrever sobre uma conversa ao acaso que tive esta semana.

Meu papo foi sobre praticar o inglês. Não se tratava naquele momento de falar sobre planos práticos para aperfeiçoar a conversação em inglês nos próximos três meses, ou algo assim. Era mais uma divagação acerca de uma expressão proferida por um colega, alguns momentos antes…

Talvez a graça estivesse no modo como esse colega usou, no meio de uma frase em português, a expressão: “dois tracks”. Com atenção na pronúncia certa, na língua inglesa, de “tracks”.

Dois dias antes na mesma semana estive conversando com minha filha sobre um episódio parecido, na reunião da escola. O professor referia-se ao nome de uma universidade norte-americana. Em busca de falar corretamente, pronunciou com muito cuidado o nome da universidade – em inglês.

Nos dois casos produziu-se o mesmo efeito engraçado. Um estranhamento no encontro de duas línguas. Poderíamos chamar este fenômeno de “pororoca linguística”, se isso não fosse, obviamente, um exagero…

De qualquer forma, as duas conversas me deixaram pensando sobre o encontro entre dois mundos, duas línguas, duas realidades, e essa estranheza que surge do contato de duas dimensões, uma espécie de perturbação no fluxo normal de percepção da realidade.

Não se trata disso, o ato de escrever? Enfrentar a estranheza entre a aparente fluidez, o conforto auto-iludido de nossos próprios pensamentos no encontro com a realidade imposta pelas palavras e as regras da língua?

Indo um pouco adiante nas minhas elocubrações, lembrei-me de um filme que assisti com meu marido, na última sexta-feira: “O Crítico”. Uma película argentina da qual saí sem saber ao certo se de fato tinha gostado. Mas havia uma ideia no filme com a qual me identifiquei: o personagem do “crítico”, um tipo intelectual /acadêmico perfeitamente argentino, discretamente boa pinta, pensava em francês! Quando ele começa a suspeitar que sua vida real passara a imitar o roteiro de um filme romântico cliché, enfrenta esse mal-estar do encontro entre dois mundos, o real e o de suas ideias – construídas em língua francesa. Angustiado, dá um nome ao mal de que sofre: la maladie du cinéma. (Bem, não sei se escrevi direito aqui, mas por alguma razão, quero correr o risco de ter cometido um engano, típico de uma conversa que se mantém ao acaso…)

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Identifiquei-me com o crítico, porque às vezes penso em inglês. Não, não quero que você fique com a impressão de que sou tããão sofisticada que penso em inglês, que é uma coisa espontânea, e blá blá blá… Não. Eu me esforcei por criar o hábito de pensar em inglês por dois motivos: um, para praticar meu inglês, como modo de manter a língua ativa na minha cabeça (e aí chegamos ao porquê do título!); a outra razão é que esta me parece uma estratégia divertida de habitar simultaneamente mundos paralelos. Em última instância, manter um contato mais próximo com o universo de minhas próprias ideias, que, em parte, são construídas em inglês.

Ao longo desta conversa sobre praticar, ou não, o inglês desta forma, a questão que surgiu foi: qual a eficácia desta prática interior, em que você conversa com suas próprias ideias e eventualmente interlocutoras e interlocutores imaginados, (ainda que inspirados na vida real)?  Haveria neste caso uma mudança de perspectiva, um desafio na escolha e uso do vocabulário apropriado na resposta a uma pergunta inesperada, típica de uma conversa com alguém na realidade?

Afinal, praticar a conversa interior em inglês é ou não praticar a própria língua inglesa? (Ou francesa, no caso do meu amigo crítico argentino do filme, que em minha imaginação já assumia ares de personagem real…)

Enquanto escrevia esta crônica, em intervalos entre afazeres nos últimos dois dias, me dei conta de que em parte pensei em inglês, em parte português (estava escrevendo em língua portuguesa…) e cheguei às seguintes conclusões:

De fato, em um certo sentido, não posso dizer que pratico meu inglês – o título desta crônica (que na verdade foi pensado para captar  a atenção dos leitores). A ausência dos desafios impostos pela presença de uma interlocutora, ou interlocutor reais, não são facilmente substituíveis. Para nossos temas aqui do blog, que exploram aspectos ligado ao trabalho criativo, a escrita, o desenho, etc… isso significa que é importante pôr as ideias, as perspectivas à prova, por meio da conversa com pessoas que de alguma forma te levam a pensar, refletir ou explicar coisas sob um ângulo não confortável para você;

Por outro lado, a prática de conversar consigo mesma em outra língua, pode fazer com que você se mantenha mais atenta a seu mundo interior. Foi isso que fiquei pensando nos últimos dias. Pensar em minha própria língua às vezes não me traz uma consciência tão clara de estar conversando comigo mesma, explorando ou testando minhas crenças, convicções, desejos, medos, etc…

Pensar em outra língua também me faz,  vez por outra, empacar na busca por um termo, uma frase, algum recurso da língua que expresse o que quero dizer pra mim mesma naquele momento.Então, nesse sentido posso assumir que eu esteja, afinal praticando meu inglês?

Talvez, mas não vou mais mexer no título desta crônica…

Abraços,

Ana Gabriela

Conversa sobre rituais de trabalho (21 de Agosto de 2016)

Já contei para algumas amigas e amigos que andei experimentando o audiobook. Baixei o aplicativo “Audible” da Amazon no meu iphone e me programei para ouvir os livros enquanto vou caminhando para meus compromisso (como moradora do centro de São Paulo, faço quase tudo a pé no meu dia-a-dia).

No primeiro audiolivro, estranhei um pouco. Ouvi “The Art of Learning”, de Josh Waitzkin, narrado por ele mesmo (aliás, um livro que preciso comentar com vocês um dia desses).

Achei meio chato não ter uma “orientação espacial”, que o livro físico e, vá lá, até mesmo o livro digital oferece. No audiolivro, a localização de um trecho que você gosta se situa no tempo, e não no espaço. Por alguns dias desisti e voltei a ouvir música nas minhas andanças.

Mas depois fiquei curiosa em saber o desfecho da trajetória do autor, um ex-campeão internacional de xadrez que depois tornou-se um campeão internacional de Tai-Chi-Chuan. Voltei ao livro e, à medida em que o autor narrava os lances emocionantes de seus campeonatos em Taiwan, fui ficando tão envolvida que até acabei esquecendo que estava “ouvindo” o livro.

No final do livro, já estava acostumada. Nada como um bom livro para te ajudar a se adaptar a uma nova tecnologia!

Passei então ao meu segundo audiolivro, “Daily Rituals”, de Mason Currey, narrado por Adam Verner. Esse eu recomendo imediatamente a todos que estão envolvidos em algum trabalho criativo!

A obra fala sobre os rituais diários de trabalho de artistas plásticos, escritores, cientistas, compositores…. De Frederic Chopin a Georgia O’Keeffe, de Charles Dickens a Charles Darwin, Simone de Beauvoir, Sylvia Plath, passando por Le Corbusier e Richard Buckminster Fuller, o autor esmera-se em descrever como cada uma destas criadoras e criadores buscou organizar-se, vencer o cansaço e o desânimo, driblar as obrigações cotidianas, para dedicar-se a seu trabalho criativo.

Coisas que me chamaram a atenção. Gertrude Stein considerava que meia hora de escrita por dia lhe eram suficientes. Ayn Rand, chegava a trabalhar 36 horas parando apenas para se alimentar: seu marido lhe preparava as refeições.

Uma grande parte dos criadores dedicava-se a caminhar como forma não só de espairecer, após seus períodos de trabalho, mas em grande parte como forma de obter inspiração!

Mas o ponto central do livro é mesmo o “ritual diário”, a prática habitual que todos os criadores se esforçaram a vida inteira para inventar, reinventar e manter, de modo a poderem expressar-se por meio do trabalho.

Ana Gabriela

Uma conversa para começar… (Julho de 2016)

A sensação de inquietude assola a alma de quem projeta enquanto ela não encontra o caminho, o partido, a estratégia projetual.

Por um lado, há um programa, há um edifício a construir, um espaço a construir. O problema que se apresenta não é de ordem puramente material. No fundo arquitetas e arquitetos sabem que o problema subjacente não trata da função, da estrutura, da forma, das referências históricas, das relações com o lugar. Tudo isso deve vir a seu tempo. Deve ser contemplado, atendido.

Antes de tudo entretanto é preciso achar a “voz”.  Do edifício, do espaço, da vida. Uma vez constituida a voz, é como a chuva que finalmente cai.

Para mim, “The Voice”, esse quadro de Barnett Newman de 1950 expressa esse aspecto fugidio do processo de projetar. Projetar um espaço, um objeto, ou a própria vida, é como buscar uma voz, uma jornada que implica em achar e construir algo não visível, em proporções que se desconhece, mas que integram a alma do objeto ou constituem uma parte da vida.

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https://wordpress.com/page/inquietudesprojetuais.wordpress.com/8

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3 comentários em “Conversas ao acaso”

  1. Adorei suas “Converas ao acaso”.Você sabe informar se temos o livro ou o audio livro Daily Rituals, de Mason Currey, traduzido?

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    1. Olá! Que bom que você gostou! Adoro escrever as conversas ao acaso! Até onde eu saiba, infelizmente esse livro ainda não foi traduzido, o que é uma pena, né? Abraços! Ana Gabriela

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